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Nascemos;
Crescemos;
Aprendemos coisas novas;
Fazemos amizades;
Criamos expectativas;
Adquirimos sonhos;
Nos enganamos com as pessoas;
Nos apaixonamos;
Beijamos pela primeira vez;
Sonhamos com declarações de amor;
Nos desiludimos.

Sofremos por amor.
Prometemos a nós mesmos nunca mais nos apaixonar.
Fazemos uma reforma interior, nos transformamos;
        renascemos de nossas cinzas;
planejamos tudo,
até que o destino coloca alguém em nossas vidas.

Então novamente nos apaixonamos,
beijamos,
namoramos,
esquecemos tudo o que tínhamos planejado e fazemos novos planos.

Sonhamos com o futuro.

Quebramos a cara: pois é caindo que aprendemos a levantar.

Ficamos mais forte, desta vez sem nos abalar,
deixamos a vida correr o seu curso e esperamos

Esperamos cada novo nascer do sol, pois com ele nascemos de novo, com a alegria de mais um belo dia de vida, e claro, mais um dia de mudanças, pois somos seres em total reinvenção, adquirindo conhecimentos e vivenciando coisas que a cada dia nos torna cada vez mais e mais únicos, à nossa maneira.

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… em uma noite de agosto de 2010

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Fica Tudo Bem – Silva e Anitta #SongOfTheDay

Descobri ontem esse clipe lindo e estou apaixonado!

~ Obrigado Isa por ter me feito assistir  ♥

Não só o clipe em si, cheio de cores, mas a música é maravilhosa também.

Perfeita para um #SongOfTheDay.

O clipe da música traz os dois artistas, Silva e Anitta, interagindo com vários elementos cenográficos cheios de representações e significados muito reais, como um barco que não vai para a frente e um ‘fusquinha’ de cabeça virada; de uma forma lúdica o clipe nos permite profundas reflexões.

Um dos conceitos principais do clipe é um casal no qual cada um olha para um lado, dando conselhos para eles mesmos.

Lembra um pouco a vida, não é?!

~ CURIOSIDADE ~
Preste atenção no relógio: Silva chega a aparecer com três relógios de pulso no mesmo braço. Isso é uma referência ao escritor português José Saramago, que tinha vários relógios parados em casa marcando a hora em que conheceu sua mulher.
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(c) Northumbria University Gallery; Supplied by The Public Catalogue Foundation

“O porto é o lugar mais seguro para um barco, mas ele não foi feito para ficar lá; seu destino é navegar.”

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 LOPES, Roberto M.

ciclos

A vida não é uma coisa apenas…

…mas sim várias!

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Vários ciclos:

onde um termina para o outro começar.

É a intensidade desses momentos

        alguns mais breves, outros menos

que dão intensidade a vida como um todo.

Todos eles, porém, devem ser vividos e aproveitados ao máximo.

Existem ciclos que não passam disso: um breve momento, como um lapso.

Efêmeros!

Momentos.

Tornam-se uma memória,

uma vaga lembrança

e em pouco tempo são esquecidos.

Entretanto, há alguns que são mais que isso.

Alguns marcam.

Acompanham-nos como nossa sombra.

        Fantasmas!

Cicatrizes…

E é assim que deve ser!

Temos de ser marcados: crescermos.

Encerrarmos um ciclo para poder começarmos outro.

        Rir, chorar,

        cair e levantar…

Pequenas coisas que fazem parte da vida.

Pequenas, mas extremamente necessárias.

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Afinal…

são elas responsável pela tênue diferença entre:

uma mera existência

& uma vida.

Saindo da gaveta…

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É como se eu no sentido mais literal possível da palavra estivesse perdido, e aos poucos começasse a me reencontrar…

Fiquei um bom tempo afastado. Não apenas deste blog em si, mas olhando para trás, talvez até de mim mesmo. Não por um motivo ou razão especifica, não por culpa de alguma circunstância, mas sim pela vida em si e pelos caminhos que se colocam a nossa frente…

Um memento, um ciclo que estive vivendo, poderia até dizer.

    Não sei, mas cá estou…

Já é noite, são quase 00:00 para ser exato e as palavras surgem, como um nó que se desfaz lentamente. Um nó que tem um gosto amargo de começo, mas vai torando-se agradável ao dissolver das palavras que emanam naturalmente. É como uma carta, das que lemos nas obras de Jane Austen, que brotam da alma e desabrocham no papel, carregadas dos mais profundos e até sombrios sentimentos, aqueles que guardamos no lugar mais escondido e que ainda assim, quando nos damos por conta, está fluindo de nós.

Escrever aqui é como escrever para um velho amigo.

É, na sua essência, um reencontro!

É como um velho amigo que venho reencontrar.

É um segredo que estava guardado no fundo da gaveta.

Um tesouro escondido em um cofre que nunca precisou de chave.

Apesar de sentir algo diferente ao escrever, no sentido mais verdadeiro que pode ter a palavra mudança, fruto provável desta ou daquela experiência que traz consigo a antes almejada maturidade, sinto a escrita com a velha essência, o mesmo sabor que emana lembranças e sentimentos, um sabor aconchegante nas palavras que surgem. Por mais que com o tempo e as vivências das situações pelas quais passamos nós nos tornemos mais maduros, nos olhando hoje vemos uma face diferente da de outrora, a alma continua a mesma, a alma é sempre mesma.

E o que encontro quando busco uma definição para a minha? Bom… a minha alma continua livre, com a paixão pela liberdade, em busca sempre do horizonte, como um pássaro, que depois do mundinho engaiolado: é hora de voar!

Resenha | Sejamos Todos Feministas

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Com a volta ao universo acadêmico, as leituras e, consequentemente, a produção de resenhas (um costume particular) tornam-se mais frequentes. Com isto nada melhor do que integrar tais leituras neste espaço para compartilhar com vocês começando com a obra de Chimamanda Ngozi Adichie.

Este é, com certeza, um dos livros que encabeçam a lista dos favoritos, pois são tantas as reflexões que podemos atingir com a sua leitura, e vastas às possibilidades de colocar em prática suas ideias, principalmente enquanto acadêmico de pedagogia. É de suma importância colocarmos esses assuntos em nossa prática escolar, com as crianças desde cedo, para que entendam o mundo em que estão.

Logo no inicio do texto, a Chimamanda Ngozi Adichie quebra alguns preconceitos formados em relação a palavra “feminista”, onde, como a própria ideia de feminismo, é limitada por estereótipos, dentre eles alguns como: “feministas odeiam os homens”; “feministas acham que as mulheres devem ‘mandar’ nos homens”; “feminista é contra usar maquiagem”; “feminista é contra depilação”; “feministas estão sempre zangados e não tem senso de humor”; “feministas não usam desodorante”…

A autora constrói seu pensamento ao decorrer do livro a partir da perspectiva de que “se repetimos uma coisa várias vezes, ela se torna normal”, isso inclui também as ideias erradas sobre alguns conceitos, quando não aprofundados, algo muito presente quando é discutido o feminismo, onde é comum os estereótipos citados acima serem mencionados antes de um real aprofundamento da questão.

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“Se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal.”.

A partir deste excerto a autora propõem a reflexão sobre alguns pontos presentes em nossa sociedade, como por exemplo: “se só o homens ocupam cargos de chefia na sociedade, começamos a achar ‘normal’”. A autora cita Wangari Maathai, ganhadora do premio Nobel da paz que afirmou: “quanto mais perto do topo chegamos, menos mulheres encontramos”.

Os homens governam o mundo! Isso fazia sentido mil anos atrás que os seres humanos viviam em um mundo onde a força física era o atributo mais importante para a sobrevivência, e os indivíduos homens biologicamente são mais fortes. Hoje, porém, vivemos em um mundo completamente diferente. A pessoa mais qualificada não é a mais forte, é que busca mais instrução, mais estudos, mais cultura, mais criatividade, a mais inovadora… e não existem hormônios para esses atributos, tantos homens quanto mulheres podem ser.

A autoria continua o seu texto, que alia criticas à relatos reais e estudos de casos, comentando que para algumas pessoas alguns fatos, como os homens nos cargos mais importantes, são “apenas detalhes”. Com isto a autora permite uma reflexão acima da questão destes movimentos aparentemente simples, inocentes e internalizados que acabam sendo os que permitem a continuidade dos problemas de gênero e são esses “detalhes” os que mais incomodam, e que devem ser não apenas refletidos, mas também problematizados.

A questão de gênero, como está estabelecida hoje em dia, é uma grande injustiça.

Mulheres são ensinadas a serem “queridas”, são criadas para acreditar que ser “bem quista” é muito importante, e isso não inclui demonstrar raiva ou agressividade, tampouco discordar das coisas como estão apresentadas.

Perdemos muito tempo ensinando as meninas do mundo a se preocupar com o que os meninos pensam delas, mas o oposto acaba não acontecendo, e isso, como aponta a autora, é algo cultural. Em todos os lugares do mundo existem milhares de artigos e livros ensinando o que as mulheres devem fazer, como devem ou não devem ser para atrair e agradar os homens. Livros sobre como os homens devem agir com a mulheres são poucos. A ameaça da possibilidade de não casar é levantada na nossa sociedade contra uma mulher com uma frequência muito maior do que contra os homens.

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A autora reintegra durante todo o seu texto o quanto a questão de gênero é importante; assim como é importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente, um mundo mais justo, um mundo de homens & mulheres, igualmente!

Para tal a autora nos permite revermos nosso dia a dia para buscar criar nossas crianças de modo diferente, tratar com nossos alunos em sala de aula as questões de gênero, sem tabus, as claras. O modo como estamos criando nossos homens é muito nocivo: a definição de masculinidade, a autora aponta, é muito estreita. Abafamos a humanidade que existe nos meninos: não pode ter medo, não pode ser fraco ou se mostrar vulnerável, precisam esconder quem realmente são — “homens de verdade”.

Isso pode ser observado nos movimentos mais simples, que carregam os maiores perigos da desigualdade de gênero, por exemplo, ensina-se e espera-se que ele pague a conta para mostrar sua masculinidade, como se fosse exclusivo do homem ter que pagar a conta. Isso gera muito mais problemas ao longo do tempo, e como bem relembra a autora, alguns deles presentes em nossa sociedade, como os homens com salários mais altos, o que já é comprovado acontecer. E se o meninos e as meninas fossem criados de modo a NÃO vincular a masculinidade ao dinheiro? Se começarmos a criar nossas crianças de outra forma daqui a 50… 100 anos eles talvez não sintam-se pressionados a provar sua masculinidade por meio dos bens materiais.

A autora levanta que quando os pressionamos a agir como durões, nós os deixamos com o ego muito frágil. Quanto mais duro um homem acha que deve ser, mais fraco será seu ego. E as meninas são criadas diferentes, ensinadas a cuidar do ego frágil do sexo masculino, a “não ameaçar” o homem, com afirmações como: “tenha sucesso, mas não muito…” “não queria ganhar mais…” “cuide da casa…”

Não é falado no texto que as mulheres não devem buscar pelo casamento, pelo contrário, a autora coloca que o casamento pode ser bom, uma fonte de felicidade, amor e apoio mutuo. Mas ela problematiza: porque ensinamos as mulheres a aspirarem ao casamento, mas não fazemos o mesmo com o mesmo afinco com os meninos? Não os mandamos ser “educados”, “recatados” ou “respeitosos” com o mesmo empenho que os fazemos, culturalmente, às meninas.

Em nossa sociedade, a mulher de certa idade que ainda não se casou é vista como “encalhada”, “infeliz”, enquanto o homem “ainda está curtindo”, “não escolheu”. É ensinado que nos relacionamentos a mulher quem deve abrir mão das coisas, “respeitar o marido”. Policiamos as meninas a todo tempo, o modo “moça” de agir, o “recatado”, elogiamos a virgindade delas, mas não a dos meninos. E quando uma menina não responde a esses “padrões” é considerada, no mínimo “puta”, “vulgar” o que leva a concepções sociais ainda mais graves, como quando nos deparamos com ideias como: “sim, estuprar é errado mas o que ELA estava fazendo…?”. Como se as mulheres fossem inerentemente culpadas e a ideia do homem como uma criatura selvagem, que precisa seguir seus instintos, sem autocontrole, passa a ser aceitável. Será possível que este pensamento possa continuar ainda?

Ensinamos as meninas a sentir vergonha: “feche as pernas”, “olhe o decote”. Nós, socialmente, as fazemos sentirem-se envergonhadas e frágeis da condição feminina.

Todas as mulheres já nascem culpadas por serem mulheres e devem se dar ao respeito, por que do contrário vão ser estupradas e a culpa vai ser delas. A autora neste ponto do texto mostra que os movimentos inocentes, que se iniciam na infância das crianças e na não problematização das desigualdades de gênero, levam a consequências violentas e seríssimas que ainda existem em nossa sociedade.

O problema da questão de gênero é que ela prescreve como devemos ser em vez de reconhecer como somos. Meninos e meninas são inegavelmente diferentes em termos biológicos, mas a socialização exagera essas diferenças. E se criássemos nossas crianças focando seus talentos, e não seu gênero? Em seus interesses, sem considerar gênero?

Quando se trata de aparência, nosso paradigma é masculino — quanto menos feminina for a aparência de uma mulher, mais chances ela terá de ser ouvida. Quando um homem vai a uma reunião de negócios não precisa se preocupar em usar algo que o faça ser ouvido, mas a mulher pondera.

No estágio final do texto, a autora aponta que não é fácil conversar sobre gênero, muitos ficam desconfortáveis e até irritados, tanto homens como mulheres não gostam da temática e tentam contornar o assunto, porque a ideia de mudar o “status quo” é sempre penosa.

Porque usar a palavra “feminista”.

A cultura não faz as pessoas.

As pessoas fazem a cultura.

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Feminista é o homem e a mulher que dizem: sim, existe um problema de gênero ainda hoje e temos que o resolver. Temos que melhorar. Todos nós, indivíduos, mulheres e homens, temos que melhorar.

~ ♥

Referência:

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Sejamos todos feministas. Editora Companhia das Letras, 2014.

 

Tarot: A jornada d’O Louco

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Seguimos o Louco, e ao mesmo tempo, nós assumimos este papel no momento em que ele surge na escuridão da caverna maternal e mergulha no desconhecido.

Encontramos as experiências fundamentais da infância – os pais terrenos e os pais internos do espírito e da imaginação – nas cartas do Mago, da Imperatriz, do Imperador, da Sacerdotisa e do Hierofante.

Reconhecemos os conflitos e paixões dentro de nós nas cartas dos Namorados e do Carro.

Deparamo-nos com os testes do mundo e os desafios morais da vida nas cartas da Justiça, da Temperança, da Força e do Eremita.

Passamos por crises e perdas e o repentino golpe do destino representado pela Roda da Fortuna, e sofremos o desamparo e o desespero do Enforcado e da Morte.

Seguimos ainda o Louco, na confrontação consigo mesmo, como o arquiteto oculto de seu próprio destino no Diabo e na Torre.

Dessa escuridão, nasce a esperança nas cartas da Estrela, da Lua e do Sol; e a vitória sobre a escuridão e a reconciliação com a vida advêm com as cartas do Julgamento e do Mundo.

Referência.