waiting…

Nascemos;
Crescemos;
Aprendemos coisas novas;
Fazemos amizades;
Criamos expectativas;
Adquirimos sonhos;
Nos enganamos com as pessoas;
Nos apaixonamos;
Beijamos pela primeira vez;
Sonhamos com declarações de amor;
Nos desiludimos.

Sofremos por amor.
Prometemos a nós mesmos nunca mais nos apaixonar.
Fazemos uma reforma interior, nos transformamos;
        renascemos de nossas cinzas;
planejamos tudo,
até que o destino coloca alguém em nossas vidas.

Então novamente nos apaixonamos,
beijamos,
namoramos,
esquecemos tudo o que tínhamos planejado e fazemos novos planos.

Sonhamos com o futuro.

Quebramos a cara: pois é caindo que aprendemos a levantar.

Ficamos mais forte, desta vez sem nos abalar,
deixamos a vida correr o seu curso e esperamos

Esperamos cada novo nascer do sol, pois com ele nascemos de novo, com a alegria de mais um belo dia de vida, e claro, mais um dia de mudanças, pois somos seres em total reinvenção, adquirindo conhecimentos e vivenciando coisas que a cada dia nos torna cada vez mais e mais únicos, à nossa maneira.

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… em uma noite de agosto de 2010

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(c) Northumbria University Gallery; Supplied by The Public Catalogue Foundation

“O porto é o lugar mais seguro para um barco, mas ele não foi feito para ficar lá; seu destino é navegar.”

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 LOPES, Roberto M.

ciclos

A vida não é uma coisa apenas…

…mas sim várias!

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Vários ciclos:

onde um termina para o outro começar.

É a intensidade desses momentos

        alguns mais breves, outros menos

que dão intensidade a vida como um todo.

Todos eles, porém, devem ser vividos e aproveitados ao máximo.

Existem ciclos que não passam disso: um breve momento, como um lapso.

Efêmeros!

Momentos.

Tornam-se uma memória,

uma vaga lembrança

e em pouco tempo são esquecidos.

Entretanto, há alguns que são mais que isso.

Alguns marcam.

Acompanham-nos como nossa sombra.

        Fantasmas!

Cicatrizes…

E é assim que deve ser!

Temos de ser marcados: crescermos.

Encerrarmos um ciclo para poder começarmos outro.

        Rir, chorar,

        cair e levantar…

Pequenas coisas que fazem parte da vida.

Pequenas, mas extremamente necessárias.

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Afinal…

são elas responsável pela tênue diferença entre:

uma mera existência

& uma vida.

Saindo da gaveta…

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É como se eu no sentido mais literal possível da palavra estivesse perdido, e aos poucos começasse a me reencontrar…

Fiquei um bom tempo afastado. Não apenas deste blog em si, mas olhando para trás, talvez até de mim mesmo. Não por um motivo ou razão especifica, não por culpa de alguma circunstância, mas sim pela vida em si e pelos caminhos que se colocam a nossa frente…

Um memento, um ciclo que estive vivendo, poderia até dizer.

    Não sei, mas cá estou…

Já é noite, são quase 00:00 para ser exato e as palavras surgem, como um nó que se desfaz lentamente. Um nó que tem um gosto amargo de começo, mas vai torando-se agradável ao dissolver das palavras que emanam naturalmente. É como uma carta, das que lemos nas obras de Jane Austen, que brotam da alma e desabrocham no papel, carregadas dos mais profundos e até sombrios sentimentos, aqueles que guardamos no lugar mais escondido e que ainda assim, quando nos damos por conta, está fluindo de nós.

Escrever aqui é como escrever para um velho amigo.

É, na sua essência, um reencontro!

É como um velho amigo que venho reencontrar.

É um segredo que estava guardado no fundo da gaveta.

Um tesouro escondido em um cofre que nunca precisou de chave.

Apesar de sentir algo diferente ao escrever, no sentido mais verdadeiro que pode ter a palavra mudança, fruto provável desta ou daquela experiência que traz consigo a antes almejada maturidade, sinto a escrita com a velha essência, o mesmo sabor que emana lembranças e sentimentos, um sabor aconchegante nas palavras que surgem. Por mais que com o tempo e as vivências das situações pelas quais passamos nós nos tornemos mais maduros, nos olhando hoje vemos uma face diferente da de outrora, a alma continua a mesma, a alma é sempre mesma.

E o que encontro quando busco uma definição para a minha? Bom… a minha alma continua livre, com a paixão pela liberdade, em busca sempre do horizonte, como um pássaro, que depois do mundinho engaiolado: é hora de voar!

circle within a circle

cicle

somos um círculo ♪

dentro de um círculo ♪

sem um começo e sem um fim ♪

Não é um mantra, mas uma certeza.

E é com este pensamento em mente que sigo minha jornada.

Não sei se de fato há alguém aí, do outro lado lendo.

Mas anseio — profundamente — por dar liberdade às palavras.

Palavras antes engaioladas, como pássaros engavetados.

somos um círculo ♪

dentro de um círculo ♪

sem um começo e sem um fim ♪

Fazemos parte de algo muito maior do que podemos imaginar.

Somos círculos, em um ciclo constante, de renovação.

Uma correnteza que não fica estagnada,

mas que se move, que se renova.

Basta querer.

Basta acreditar.

Acredite!

Circle Within A Circle ♪